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Como tudo começou.

Um belo dia você vai fazer um movimento rotineiro, tipo levantar de um sofá (que é geralmente baixo) e percebe que precisa do apoio das mãos para conseguir alcançar seu intento.

Oh! Então você fica horrorizado.

Oh!!! Duplamente horrorizado!!!

Porque acabou de adquirir a consciência de que não foi a primeira vez que aquilo aconteceu.

Isso significa que você está totalmente fora de forma e que, talvez, a idade esteja chegando...

Depois de ruminar sobre a situação por alguns dias, chega à conclusão que precisa se exercitar.

Decisão tomada, você faz um check-list mental do que precisa ser feito: comprar roupas para se exercitar, fazer a matrícula na academia, organizar os horários para tentar encaixar umas 4 a 5 horas semanais na sua agenda lotada e irregular para ir umas 3 vezes por semana (porque o trânsito está de matar), fazer a avaliação física...

Uma vez resolvido tudo isso - uns dois meses depois da decisão inicial, aquela que você só conseguiu levantar do sofá depois de dar um impulso com os braços, lá está você, com o maior gás (maneira de dizer, claro), se encaminhando para o local que passará a ser chamado em breve de "sala de torturas". Este será o dia de determinar exercícios, cargas e repetições. Vamos chamá-lo de "dia zero". Acabou uma etapa. Você está tão focado que nem presta atenção a nada além de tentar entender as séries que o preparador físico lhe passa.


Aí chega o primeiro dia, quando bate aquela timidez assim que chega lá. Você está acima do peso, fora de forma, não conhece nenhum aparelho. Então olha para os lados. A galera que está treinando tem 0% de massa gorda e tem a maior intimidade com toda aquela parafernália, com os tipos de exercícios e uns com os outros. E este foi apenas o primeiro baque. Na hora de fazer as séries que estão escritas naquele papelzinho infame que você tem nas mãos e olha como se estivesse tentando entender grego, quem disse que você consegue ligar os nomes às coisas? Tipo: "Qual é o nome desse aparelho? Esse exercício é feito de que jeito mesmo?" E este foi o segundo baque... engolindo o orgulho, tem que ir atrás de ajuda. Hahaha. E o terceiro baque? Óbvio que é conseguir a façanha de não terminar os exercícios de nenhuma a série. Depois desse tapa na cara, finalmente o dia termina, você junta os seus caquinhos, se recolhe à sua insignificância e vai para casa meditar sobre como conseguiu
ficar tão moído e dolorido em tão pouco tempo.

(Isso tudo aconteceu comigo. Você conseguiu se safar desta situação?)

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